segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A TRAIÇÃO POLÍTICA


A traição na política é algo considerado normal para muitos. Conversam com um candidato neste momento e daqui há pouco recebe seu adversário como se tudo fosse normal. Este ano, na política de Sergipe, como este espaço já escreveu há algum tempo o prato principal é o peixe traíra, com muitas espinhas. Mas alguns políticos acham tudo normal e até brincam com a situação. Na coluna de Rita Oliveira, no Jornal do Dia, recentemente, o candidato a vice, Nilson Lima, do PPS, chegou a dizer que “a traíra estava uma delícia”, regozijando-se após jantar no bar de Dores que serve o peixe famoso.

Não é que a moda da traição esteja distante das eleições sergipanas. Muito pelo contrário: as traições ocorrem diariamente, a cada minuto. Viraram parte, e parte desagradável da cena política, que jornalistas e outros observadores cansaram-se de denunciar.

Onde está o problema então? É que o escândalo das traições deveria ser objeto do repúdio de quem faz política. Espera-se das lideranças que querem assumir o comando da democracia brasileira que façam um exercício explicito de valores, que mostrem a sociedade rumos para uma vida melhor, não para a total degradação dos valores morais que o povo, especialmente aqui pelo Nordeste, terra de homem que dá a palavra e força nenhum no mundo o faz trair o compromisso firmado.

Agora, quando lideranças acham que trair é o caminho natural, que trair é uma delícia... e pior, trair é a base do seu sucesso eleitoral,confirmando que na vida pública interessa o resultado, os princípios podem ficar na mesa do bar das traíras, aí é de dar medo nas pessoas de bem. E logo o prefeito liderança maior de um município, quem diria....



Voltando ao princípio deste artigo, o caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais deveriam continuar na mesa dos políticos, principalmente daqueles que pretendem administrar o destino de uma população. O que vale para muitos na política hoje são os compromissos pessoais. E o caráter e seus ideais ficam apenas nos palanques da vida.

Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais. Essa frase, do inesquecível Charles Chaplin, deveria estar moldurada em um quadro, nos quartos dos políticos brasileiros, para que quando acordassem, logo cedo, aproveitassem para refletir sobre suas ações e atos. Infelizmente, hoje em dia, poucos podem discursar e ter como mote seu caráter, suas idéias e seus ideais.

Essa eleição Sergipana estar atípica aos princípios morais do povo sergipano temos é que darmos a resposta certa votar em que já fez e fará muito mais por Sergipe.

Antes um burro velho que saiba administrar e trabalhar lentamente, do que um burro novo que não sabe administrar e ainda morde e dá coice no povo.

Um grade abraço a todos.

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